Aprazível momento Tejo – Sommelier Chaves e festival Boa Mesa

A Kombi do vinho deu uma paradinha na 404 sul no Tejo, encantador restaurante português, para participar das boas vindas ao querido amigo e sommelier Chaves que passou a integrar a equipe da casa.

Chaves, um carioca ambientado em Brasília, está feliz! Assim ele se define no novo momento profissional atuando no Tejo, seja trabalhando na carta de vinhos que já apresenta novos rótulos ou nos salões, atendendo e cativando com seu jeito leve se ser.

Seis vinhos para cinco pratos, além de um de boas-vindas, assim fomos recebidos, um grupo seleto da imprensa do vinho e da boa mesa, acho que os da boa vida rs.

Boas-vindas com o espanhol, verdero, Vizar, em seguida, 1808, aromas fresquinhos de abacaxi recém descascado acompanhou o creme de bacalhau, o terceiro …putz era um Petit Chablis, Goichot, simplesmente perfeito, (S)untuoso, manteiga de laranja, cítricos leves, elegante em boca que enriqueceu ainda mais a tigela de bacalhau e camarão com espinafre, esse prato parece algo assim fácil de ser mas não é, ele estava impecável, cada ingrediente com tempo de cozimento correto, tinha frescor, acidez e texturas pensadas.

Gran Abadol, verdejo, outro espanhol mas esse com ‘cabelo no peito” como definiu o Chaves, não sei bem o que significa mas achei ele cabeludo mesmo rs, fermentado em barrica por 8 meses, demora para ser compreendido, sinais claros de oxidação (positiva) , cor âmbar, aromas químicos presentes, porém, com uma acidez alta, fresco, impressionante, acompanhou elegantemente, um camarão a Bulhões de Pato, imperdível.

Outros dois, foram um Pinot Noir, 2016, Le Petit Maynne que acompanhou um porco em lâminas com creme de manga e fechamos as apresentações dos vinhos e dos cardápios do Festival Boa Mesa ( Menu Tesourinha e Menu Catetinho) com um delicioso tempranillo, que tem um rótulo divertido, parecendo os rótulos que faço a mão para meus vinhos, 13 Cântaros Nicolás, com um pedaço de doce feito no céu, o Siricaia.